Os números compilados pela ABLA (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS LOCADORAS DE AUTOMÓVEIS) revelam que a terceirização é a modalidade do futuro. Deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade nas corporações.
E avança, também, no meio público. No final de 2007, as polícias dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, e também da Guarda Metropolitana de São Paulo, já estavam aparelhadas ou em vias de serem aparelhadas com viaturas terceirizadas.
A medida traz muitas vantagens, sendo a principal delas o fato de que uma viatura nunca fica parada com a locação. Neste tipo de prestação de serviço, a própria locadora faz e arca com os custos da manutenção preventiva, corretiva e dos reparos de pequenas avarias. Os casos mais graves geralmente são destinados pela locadora para oficinas credenciadas, também sem ônus para o poder público. Com isso, a população tem sempre a certeza de que as viaturas estarão nas ruas, em vez de ficarem paradas para manutenção.
Para o Estado ou para a empresa, é cada vez mais difícil manter um automóvel, em razão dos custos com aquisição, impostos e manutenção, além da própria depreciação que o bem sofre com o passar do tempo. Tudo isso favorece a consolidação da terceirização como serviço.
Ela é um caminho sem retorno, uma vez que os avanços– tanto tecnológicos como de design – dos veículos, geram a necessidade de constante renovação da frota para atender às necessidades de conforto e mobilidade.
Os números comprovam essa tendência. Em 2007, 55% do faturamento das Locadoras, ou seja, R$ 1,91 bilhão dos R$ 3,49 bilhões gerados pelo negócio no país, foi originado com a terceirização de frotas – terceirização esta que começa a ser percebida como algo indispensável para a gestão de frotas em diferentes setores (fonte:ABLA-2009).